Calor, muita gente na rua, movimento. Sinto-me em Madrid com mais energia do que o habitual. As ruas são encantadoras, a cidade repleta de passeios públicos. Os prédios antigos muito adornados, todos com varandinhas, são bem altos e os caminhos estreitos. A cidade tem muitos morros, é comum e lindo ver as ruelas subindo e os paredões de prédios se perdendo em diagonal. Como bem mostrou nosso guia, senhor Rafael de Almeida, Madrid tem muitas zonas boêmias. Pode-se sair tarde da noite e o povo está todo na rua, e uma enorme oferta de bares, restaurantes e cafés. Outro ponto forte de Madrid são os museus.
Eu já dei uma visitada nos dois principais, o Museu do Padro (lembro da dona Karina no Prado e o seu nome de realeza) e o Museu Nacional Reina Sofia, onde a gente pode ver o Guernica do Picasso. Ainda temos os palácios, praças, jardins e os parques. A Mari e o Rafa nos levaram no Parque no Retiro, que foi o mais bonito que eu já visitei aqui nas Europa. Ele é gigantesco com lagos, monumentos além de possuir duas construções, o Palácio de Cristal e Palácio de Velásquez que são extensões do Reina Sofia e abrigam exposições temporárias de arte contemporânea. Foi a primeira vez que saio da Alemanha e não podia ter sido melhor. A capital espanhola é uma profusão de culturas, muita gente diferente, e de um ar mais leve e sem sombra de dúvidas, mais solar que minha cidadezinha nublada da Alemanha. Aqui me sinto mais em casa, as pessoas falam mais, a língua é bem mais próxima, e isso ajuda.

